Mostrando postagens com marcador UOL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UOL. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Que bruxaria é essa???? Mais palhaçadas do INEP!





Uma candidata que fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 e entregou a prova em branco tirou notas maiores que as mínimas registradas no teste. Além disso, ao questionar o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) sobre o motivo, recebeu um documento com uma série de erros de português.

Mônica Nunes é professora de física em um cursinho de Campinas (SP) e foi fazer a prova para poder levar o caderno de questões. A docente afirma que chegou a resolver a prova da disciplina que leciona, mas não passou a resposta para o gabarito –nem da prova de física, nem de nenhuma outra. Ela somente assinou a folha de respostas e preencheu a frase de verificação. “Eu deitei e dormi. Dormi o tempo inteiro”, diz.



VEJA AS NOTAS
Prova Nota mínima Nota da candidata
Linguagens e códigos 301,2 304,2
Matemática 321,6 321,6
Ciências humanas 252,6 252,9
Ciências da natureza 265,0 269,0
Redação 0 0

Mônica diz que foi checar o resultado por curiosidade e se assustou quando viu que só tinha uma nota zero –a da redação. “Imaginei que fosse encontrar um monte de zero. Um professor de matemática, que é meu namorado, preencheu matemática direitinho. Ele tinha chutado todo o resto da prova. Mesmo com os chutes, havia tido uma nota razoável”, conta.

Por causa da TRI (Teoria de Resposta ao Item), não é possível tirar nota zero nas provas objetivas, só na redação. As menores notas possíveis são exatamente as mínimas, divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação) no final de dezembro. Ao saber disso, Mônica decidiu questionar o Inep o motivo de não ter ficado com o mínimo em três provas.
Erros de português

Ela entrou em contato com o “Fale com o Inep” no dia 2 de janeiro. A resposta continha problemas de concordância e de acentuação:

“Foi divulgado uma nota técnica no portal do inep explicando o TRI, assim como tambem foram divulgadas as notas máximas e minimas para cada matéria, sendo que ninguém ficará abaixo do minimo disponibilizado como também não ficará acima da máxima disponibilizada. Atenciosamente, MEC/INEP.”

Reprodução da resposta enviada a Mônica pelo Inep

Mônica, então, enviou outro comunicado ao Inep, refazendo o questionamento. Na resposta, o órgão explica simplesmente como funciona a TRI, sem dizer o motivo de a candidata ter conseguido notas maiores que a mínima.
Outro lado

O Inep, em nota, afirmou que “as notas mínimas divulgadas referem-se a uma prova especial. Como o candidato estava inscrito para provas regulares, as notas apresentadas mostram uma pequena variação a maior”. Ou seja: de acordo com o órgão, a prova “especial” (como, por exemplo, a aplicada a estudantes deficientes visuais) é mais difícil -apesar de ser exatamente o mesmo exame- o que reduziria as notas.

Apesar disso, em uma nota técnica em que explica como é feita a correção das provas objetivas, o órgão diz claramente que quem, por exemplo, erra todas as questões, recebe a nota mínima. "Assim, uma pessoa que erra todas as questões recebe o valor mínimo do teste, e não uma nota zero, pois não pode-se (sic) afirmar a partir do teste que ela possui zero conhecimento", diz o documento. O texto está disponível no site do instituto.

Em relação aos erros de português, o Inep disse que não se pronunciaria.

Uol Notícias

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Família de Saint-Exupéry planeja museu dedicado a "O Pequeno Príncipe"


Paris, 29 jun (EFE).- A família do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry espera abrir em três anos um museu dedicado ao autor de "O Pequeno Príncipe" na mansão do século XVIII onde o aviador passava os verões de sua infância.
Coincidindo com o aniversário de nascimento de Saint-Exupéry, em 1900, seus herdeiros apresentaram nesta quarta-feira o projeto "Casa do Pequeno Príncipe", no castelo de Saint-Maurice-de-Rémens, situado em Ain, a poucos quilômetros ao norte de sua Lyon natal (sudeste da França).

Caso se cumpram os prazos fixados pelo município e pelo sobrinho-neto do escritor, Olivier d'Agay, o lugar abriria suas portas em 29 de junho de 2014, com três áreas bem diferenciadas: uma parte de memória, um espaço cultural aberto e um centro de recursos equipado com vídeos e hologramas.

O primeiro passo para concretizar o projeto do museu consistia em adquirir a mansão de cinco andares, fechada durante os últimos 20 anos, apesar de ter passado por diferentes proprietários.

Em 2009, a Prefeitura de Ain, que representa pouco mais de 700 moradores, fez um empréstimo de 950 mil euros a 30 anos para comprar o edifício e garantir a continuidade da casa e do jardim onde Saint-Exupéry (1900-1944) sonhava em se transformar no aviador que terminou sendo.

"Ele tentou acoplar uma espécie de asas a sua bicicleta para fazê-la voar como um avião (...) e acabou quebrando um braço", relata um dos moradores de Ain quando relembra o que escutou sobre o menino que vagava por suas ruas há um século.

Agora, a realização do projeto está pendente da arrecadação de 20 milhões de euros, que servirão para habilitar o imóvel. Para isso, esperam atrair investidores interessados na exploração do museu, que acreditam que contará com cerca de 100 mil visitantes por ano.

Este seria o primeiro museu na França dedicado ao autor, desaparecido em combate no Mediterrâneo durante a Segunda Guerra Mundial a bordo de um Lightning P38 que combatia na Resistência contra os nazistas. Muitos, porém, preferem imaginar que o escritor esteja em algum ponto perdido do deserto do Saara.
O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry
No entanto, também não seria o primeiro museu em sua honra no mundo, já que desde 2006, na cidade japonesa de Hakone, o público pode desfrutar de uma réplica do castelo de Saint-Maurice-de-Rémens que funciona como um local onde "a serenidade, a poesia e a paixão de 'O Pequeno Príncipe' e de seu autor" são transmitidas aos visitantes, explicam os familiares de Saint-Exupéry.
Cinco anos depois da abertura do espaço no Japão, é a vez de seus parentes tentarem fazer com que os muros que o viram crescer se transformem no templo por excelência do legado de um escritor que, quando era perguntado de onde vinha, respondia: "Da infância".

By: UOL

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Isso é literalmente morar na Igreja...


 Adorei,

Salvador deveria olhar isso e fazer alguma coisa pelas ruinas que estão abandonadas em nossa capital...
______________________

By: Casa e Imóveis UOL

Na Holanda, igreja dessacralizada dá lugar a sala, quartos, cozinha e banheiro

Frank Hanswijk / UOL

Residential Church

Utrecht, Holanda

Na Holanda, uma igreja foi transformada em uma residência moderna;


Na Holanda, mais precisamente na turística cidade de Utrecht, uma antiga igreja tem seus espaços internos transformados para dar lugar a uma espaçosa moradia.
O projeto, de autoria de uma equipe de arquitetos holandeses do escritório Zecc, reutilizou os espaços sacros por meio da criação de atmosferas cênicas que formaram ambientes sem a necessidade de divisórias ou rígidas marcações formais. Caracterizado por poucas intervenções construtivas, o projeto privilegiou a liberdade espacial e a abundancia de luz.

 



Trazer a luz de volta

Quando os arquitetos foram chamados para reconfigurar os ambientes, a primeira providência foi “cortar” uma parte do mezanino e soltá-lo das paredes, pilares e arcos da igreja, de maneira a permitir novos olhares e aumentar a área exposta à luz. “O mezanino foi substancialmente modificado no sentido de reavermos, e até aumentarmos, as qualidades espaciais da antiga igreja”, explica um dos arquitetos. De fato, os arquitetos ora privilegiam a arquitetura sacra, ora conceitos contemporâneos, o que resulta em uma linha de projeto que mostra um perfeito intercâmbio entre o antigo e o novo.
O mezanino recortado forma uma caixa branca escultórica que divide os espaços em níveis e em natureza de ocupação. Sob sua laje foram locados dois dormitórios e banheiro, bem como um pequeno escritório, única área confinada do projeto. Os outros ambientes são totalmente abertos, e formam verdadeiros pátios internos cheios de luz natural.

Jantar sob a abóbada do altar

Na parte superior, móveis contemporâneos foram dispostos de maneira a formar uma sala de estar e, meio nível acima, onde havia o coro, outro espaço de uso múltiplo é paradoxalmente marcado por uma bateria.
No térreo, o hall de entrada liga-se diretamente a parte de trás da igreja por meio de um corredor que atravessa toda a caixa branca. Nessa porção posterior, a cozinha divide espaço com a sala de jantar, localizada exatamente sob a abóbada do antigo altar.
Todas as paredes internas foram pintadas de branco e pontuadas com obras de arte de temática urbana num forte contraponto à ritualística religiosa. No entanto, a grande mesa de madeira da sala de jantar revela a preocupação dos arquitetos em também absorver e reutilizar o máximo possível o sacro: ela é feita com a madeira dos antigos bancos da igreja.

Intervenção conceitual

Em torno desses espaços os vitrais originais foram mantidos e dividem lugar com novas aberturas, inseridas de maneira não ortogonal para marcar a intervenção e mais uma vez diferenciar o novo do antigo. O piso de madeira do pavimento térreo também foi mantido e restaurado, assim como as pesadas e adornadas portas de madeira.
Poucas intervenções, mas muitos conceitos povoam a nova casa, assim como a idéia de permitir a diversidade de uso dos espaços para quem sabe, no futuro, a construção comportar novas transformações, fechando um ciclo de possibilidades que pudesse resultar até em uma nova igreja.

Igrejas vazias

De acordo com os arquitetos autores do projeto, existem centenas de igrejas vazias na Holanda. Desde 1970, mais de mil igrejas de pequenas comunidades foram fechadas, e cerca de um terço delas foram demolidas. Dentro desse número metade das igrejas católicas foram ao chão. A previsão é que nos próximos anos outras mil igrejas percam sua função original, e uma das possíveis causas para a “vacância” é a baixa frequência os altos custos de manutenção.
Atualmente a demolição é uma opção menos utilizada em parte pela existência de leis de tombamento que, em tese, protegem o imóvel de danos e alterações. Tantas igrejas vagas estão constituindo matéria perfeita para o reuso, que parte da valorização da arquitetura original e adaptação com o menor número e interferências a novos usos.

+ fotos