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terça-feira, 29 de junho de 2010

Museu do amanhã


O arquiteto espanhol Santiago Calatrava apresentou hoje no Rio de Janeiro a maquete do seu próximo projeto, o Museu do Amanhã, que será construído na área portuária da cidade.
"Este é o projeto da área mais importante que fiz em toda a minha carreira", destacou o arquiteto, que mais uma vez se inspirou no meio ambiente para desenhar as linhas do edifício, desta vez nas formas da Mata Atlântica.
Em uma original apresentação do projeto, Calatrava mostrou ao vivo como será o Museu do Amanhã, onde haverá exposições sobre ciência, tecnologia e conhecimento, com o objetivo de conscientizar sobre o futuro e a necessidade de adotar atitudes mais ecológicas.
O projeto é uma iniciativa da prefeitura e da Fundação Roberto Marinho.
"A intenção é fazer um museu com um baixo investimento econômico: com materiais reutilizáveis e que seja energicamente suficiente", disse Calatrava, que espera que o edifício sirva de exemplo para uma filosofia de vida mais sustentável.
Na maquete apresentada, o estilo do espanhol pode ser percebido imediatamente na parte exterior do museu, que tem "uma estrutura singela, fácil de reconhecer, mas sobretudo acessível".
Calatrava também destacou "o grande entusiasmo e a vitalidade" do país no campo da arquitetura e ressaltou a figura de Oscar Niemeyer, com quem teve um encontro durante sua estadia no Brasil.
"Tive a sorte de conhecer o meu ídolo da juventude", declarou Calatrava, considerado um dos profissionais mais importantes da arquitetura contemporânea.
O espanhol contou que Niemeyer disse que "o importante é a vida" e, nesse sentido, defendeu que o Museu de Amanhã "explica uma história" que interessa a todos: a de se interessar por conhecer o mundo que nos rodeia e entender por que é tão importante preservá-lo.
As autoridades explicaram que o museu também servirá para revitalizar o porto do Rio de Janeiro.
O Museu do Amanhã ocupará uma superfície de 12,5 mil metros quadrados no porto da cidade, terá um investimento de R$ 130 milhões e será inaugurado no final de 2012, por ocasião da conferência sobre desenvolvimento sustentável organizada pelas Nações Unidas no Rio.
Extraído de: Notícias terra

terça-feira, 6 de abril de 2010

WAF World Architecture Festival - by ARCOWEB

              A segunda edição do World Architecture Festival (WAF), apesar da organização inglesa, manteve Barcelona como sede do evento. No início de outubro passado, 297 projetos foram apresentados e julgados por uma plateia de quase 50 júris de diversos países. No final de intensos três dias, sagrou-se vencedor um pequeno projeto na savana africana, cujo autor, o sul-africano Peter Rich, declarou: “O arquiteto deve servir a sociedade”.

     Para aqueles que haviam participado do júri na primeira edição do World Architecture Festival, a rápida reunião com Paul Finch na sala número um do Centro de Convenções Internacional de Barcelona teve poucas novidades. As regras eram praticamente as mesmas: dez minutos de apresentação dos projetos, mais cinco minutos para as perguntas e comentários dos membros do júri. Para que os mais de 1.500 visitantes pudessem acompanhar as intervenções que lhes interessavam, estas deveriam cumprir horários rigorosos. Contudo, ao contrário do ano passado, nada de cartões amarelo e vermelho para sinalizar quanto tempo de apresentação ainda faltava. Outro item diferente: não haveria cronômetro na mesa (o que atrapalhou a atenção dos jurados, que tiveram de recorrer aos relógios pessoais e celulares). Além disso, a edição 2009 do WAF se diferenciou pelo número de categorias: além das 15 já adotadas anteriormente, foram acrescentadas três seções - Interiores e Fit-Out, Desenho Estrutural e Projetos Futuros (da qual fui um dos jurados), cada qual com diversas categorias. No final, o prêmio de interiores foi para o showroom da Corian em Milão, desenhado por Amanda Levete; o prêmio de estrutura ficou com o UPI-2, de Arena Zagreb, na Croácia; e a proposta do futuro escolhida foi o pavilhão espanhol na Expo Xangai, criado por Miralles Tagliabue.

     Ao todo, foram mais de 270 projetos concorrentes, muitos deles realizados por projetistas e escritórios estrelados, como Richard Rogers, Nicholas Grimshaw, Miralles Tagliabue, Will Alsop, Ehrlich Architects, Coop Himmelb(l)au e SOM, entre outros. Na outra ponta, estavam os jurados, com arquitetos e representantes da mídia, tais como Peter Cook, Sou Fujimoto e Charles Jencks. O chamado superjúri, que examinou todos os vencedores para eleger o projeto do ano, foi presidido por Rafael Viñoly (uruguaio radicado nos EUA) e integrado por Suha Ozkan (Turquia), Matthias Sauerbruch (Alemanha), Farshid Moussavi (iraniano radicado na Grã-Bretanha) e Kengo Kuma (Japão). Entre os eventos paralelos, o destaque foram os debates. Foram dois temas centrais - Cidades e Menos Faz Mais -, cujo foco era analisar os desafios que esperam os arquitetos na nova ordem econômica mundial.

Edifício do ano

     O grande vencedor do festival deste ano foi um projeto pequeno e simples. E, além do mais, completamente fora do eixo do cenário arquitetônico tradicional. Trata-se de um centro de interpretação em Mapungubwe, na África do Sul, desenhado pelo arquiteto Peter Rich. Antes de se apresentar para o superjúri e suplantar todos os outros vencedores das demais categorias, o sul-africano já tinha realizado um feito e tanto: ganhar em uma das categorias mais concorridas, a de Edifícios Culturais. Para se ter uma ideia, entre os 15 projetos que disputaram com Rich estavam trabalhos de autores como UN Studio (de Van Berkel & Bos), Populous, Norman Foster, Nicholas Grimshaw e Miralles Tagliabue (com duas obras).



     A apresentação de Rich ao superjúri foi mais poética do que técnica, tanto que as primeiras perguntas, feitas por Viñoly, diziam respeito à organização do projeto. “Como é a planta?”, questionou Viñoly, que queria simplesmente entender o funcionamento do prédio. O edifício está localizado na confluência dos rios Limpopo e Shashe e foi desenhado para abrigar artefatos pré-históricos da região. Por trás da proposta há um elaborado programa social, que começou a partir da construção e envolveu a população não só na execução, mas também na concepção do espaço. “Vou continuar em minha missão de servir os menos privilegiados, porque eles merecem”, disse Rich. Atualmente, ele desenvolve um projeto na Etiópia.



Completo em: ArcoWeb