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domingo, 5 de junho de 2011

Ultimo Segundo: Prédios da Sapucaí são implodidos!

Meia tonelada de explosivos foram usados na manhã deste domingo para derrubar os quatro prédios e uma chaminé que formavam a antiga fábrica da Brahma na Marquês de Sapucaí. Iniciada pontualmente às 8 horas, a demolição foi marcada por um intervalo de um segundo entre a queda de cada prédio e durou, no total, apenas 23 segundos.


A fábrica da Brahma tinha 59 anos e sua implosão vai viabilizar a ampliação do Sambódromo na Sapucaí. Foram necessários dois dias para o carregamento dos explosivos e um mês para montagem de toda a operação, com medidas como a perfuração de solo. A possibilidade de falha era quase nula.
No lugar desses quatro prédios, serão instaladas novas arquibancadas para abrigar 18 mil pessoas. As mudanças permitirão recuperar o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, que previa lados simétricos da passarela do samba.
Limpeza do local deve levar algo em torno de um mês e demandará o trabalho de uma equipe de 40 homens. Todo o material será reutilizado na fabricação das novas arquibancadas, o que torna a obra totalmente ecológica, segundo o secretário especial do Turismo, Antonio Pedro.

“A gente continua com o prazo origunal de entregar o novo Sambódromo no mês de dezembro, já para os ensaios técnicos do grupo especial. Essa reforma já atende ao compromisso da cidade com os jogos olímpicos de 2016”, disse o secretário.

O prefeito Eduardo Paes chegou cedo ao local e brincou o tempo todo, fingindo que iria apertar o botão do detonador. “Este é mais um marco para a cidade do Rio de Janeiro e é também uma nova fase de valorização e revitalização da Cidade Nova”, disse o prefeito.

A Defesa Civil já realizou uma primeira vistoria no local e concluiu que não houve avaria nos prédios ao redor. A varredura contemplou 500 imóveis que foram evacuados. Os moradores já estão autorizados a retornar às suas casas.
Trânsito

O estacionamento em 28 pontos da região foi proibido na tarde de ontem até às 9h desse domingo. Para a segurança dos motoristas, 12 ruas e avenidas ficaram interditadas desde às 6:30h. O túnel Santa Bárbara e o elevado 31 de março fecharam às 7:30h.
Paineis foram espalhados pela cidade para orientar os motoristas. Além disso, 65 agentes de trânsito, guardas municipais e funcionários da Cet-Rio, também estiveram no local.
A linha 1 do metrô foi interrompida por cerca de 20 minutos nas estações da Central do Brasil, Praça Onze e Estácio. A linha 2 funcionou normalmente.

By: Último Segundo

terça-feira, 29 de junho de 2010

Museu do amanhã


O arquiteto espanhol Santiago Calatrava apresentou hoje no Rio de Janeiro a maquete do seu próximo projeto, o Museu do Amanhã, que será construído na área portuária da cidade.
"Este é o projeto da área mais importante que fiz em toda a minha carreira", destacou o arquiteto, que mais uma vez se inspirou no meio ambiente para desenhar as linhas do edifício, desta vez nas formas da Mata Atlântica.
Em uma original apresentação do projeto, Calatrava mostrou ao vivo como será o Museu do Amanhã, onde haverá exposições sobre ciência, tecnologia e conhecimento, com o objetivo de conscientizar sobre o futuro e a necessidade de adotar atitudes mais ecológicas.
O projeto é uma iniciativa da prefeitura e da Fundação Roberto Marinho.
"A intenção é fazer um museu com um baixo investimento econômico: com materiais reutilizáveis e que seja energicamente suficiente", disse Calatrava, que espera que o edifício sirva de exemplo para uma filosofia de vida mais sustentável.
Na maquete apresentada, o estilo do espanhol pode ser percebido imediatamente na parte exterior do museu, que tem "uma estrutura singela, fácil de reconhecer, mas sobretudo acessível".
Calatrava também destacou "o grande entusiasmo e a vitalidade" do país no campo da arquitetura e ressaltou a figura de Oscar Niemeyer, com quem teve um encontro durante sua estadia no Brasil.
"Tive a sorte de conhecer o meu ídolo da juventude", declarou Calatrava, considerado um dos profissionais mais importantes da arquitetura contemporânea.
O espanhol contou que Niemeyer disse que "o importante é a vida" e, nesse sentido, defendeu que o Museu de Amanhã "explica uma história" que interessa a todos: a de se interessar por conhecer o mundo que nos rodeia e entender por que é tão importante preservá-lo.
As autoridades explicaram que o museu também servirá para revitalizar o porto do Rio de Janeiro.
O Museu do Amanhã ocupará uma superfície de 12,5 mil metros quadrados no porto da cidade, terá um investimento de R$ 130 milhões e será inaugurado no final de 2012, por ocasião da conferência sobre desenvolvimento sustentável organizada pelas Nações Unidas no Rio.
Extraído de: Notícias terra